segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Situações em que o silêncio é melhor


Algumas situações e diante de algumas pessoas o silêncio é a melhor resposta.
Abaixo alguns exemplos
Diante dos que medem forças pelo dinheiro que tem e não pela capacidade de conquistar amigos ou espaço profissional por mérito: Silêncio.
Aos que começam a discutir um assunto com seis ou dez pessoas e levantam a voz para se fazer ouvir e defender um ponto de vista furado. Silêncio.
Aos arrogantes por natureza e ignorantes por opção. Silêncio.
Aos que se utilizam de meios desonestos para conquistar “fama”, para parecerem boas pessoas e dizem uma coisa na frente das pessoas, mas se comportam se forma diferente pelas costas. Para estas pessoas, dediquei sabe o que? Silêncio.
Para aqueles que se fazem de santos dentro da igreja e não praticam meio mandamento: Silêncio.
Aos hipócritas, que fazem questão de parecer ser pessoas perfeitas diante da sociedade, que se dizem burguesia e no final das contas têm atitudes pequenas como, por exemplo, bater na esposa. A esses: Silêncio.
Porque silêncio a todos estes? Porque se calar diante da arrogância, da burrice, ignorância ou hipocrisia é a maior vingança que uma pessoa totalmente oposta, pode dar a essas pessoas.
Felizes aqueles que diariamente exercitam o silêncio diante das pessoas de atitudes pequenas e felizes daqueles que dentro da própria humildade, conseguem a cada dia manter-se vivo, feliz e pode olhar nos olhos das pessoas quando fala com elas.
O silêncio vale mais a pena quando através dele podemos mostrar que amigos não se compram e opiniões e inteligência também nunca estiveram à venda.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Que em 2010...

Ano Novo.
Nossa chance de mudar o que queremos e por isso...
Fale o que sempre desejou falar;
Sinta o que sempre esperou sentir;
Ande pelo caminho que sempre quis andar;
Comemore o que sempre desejou conquistar;
E realize os sonhos que sempre desejou realizar.
Feliz Natal e um ano de 2010 iluminado.



É o que desejo a todos os meus amigos e até aos que não vão com a minha cara.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico da atividade humana

Deste jeito 2012 que nada, 2010 mesmo tudo vai pelos ares.
E viva a burrice e ganância do ser humano!


"A Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das atividades humanas: o planeta precisa de 18 meses para gerar os recursos que a humanidade consome em um ano, segundo um estudo de um grupo de pesquisas privado americano publicado nesta terça-feira.
Os dados levantados em 100 países pela Global Footprint Network, de defesa do meio ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, a um ritmo 44% maior do que a natureza pode produzir e absorver.
O estudo revela também uma crescente disparidade entre os países com relação ao impacto ecológico por habitante.
Se todos os habitantes da Terra vivessem como um americano médio, seria necessário o equivalente a cinco planetas para produzir os recursos alimentícios e energéticos consumidos e absorver o CO2 emitido.
"E se cada um consumisse como o europeu médio, seriam necessários dois planetas e meio", calcularam também os autores do estudo.
"As ameaças que estamos enfrentando, como a mudança climática, o desmatamento, a diminuição da pesca, a super-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante", indicaram.
A Global Footprint Network, que tem sede em Oakland na Califórnia (oeste), calcula todos os anos desde sua criação em 2003 a chamada "impressão ecológica" de mais de 100 países e da humanidade em seu conjunto.
Este indicador determina a superfície de terra e de água necessárias para produzir recursos que uma população determinada consome e para absorver os dejetos produzidos.
"Calcula o potencial de produção de recursos da natureza, como são utilizados e por quem", explica a organização.
Os dados, derivados de inúmeras fontes, entre elas a ONU e as estatísticas de diversos governos, mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou quase 2%, devido a um crescimento da população e do consumo de recursos por pessoa.
Em 10 anos, o impacto do homem sobre a natureza aumentou 22%, enquanto a biocapacidade, quantidade de recursos que a natureza pode produzir, se manteve constante e pode inclusive ter diminuído, segundo a Global Footprint Network.
Em 1961, todo o planeta usava pouco mais da metade da biocapacidade da Terra. Agora, 80% dos países usam mais biocapacidade do que dispõem dentro de suas fronteiras. Importam recursos, esvaziam seus próprios estoques e enchem a atmosfera e os oceanos de CO2.
Apesar destes dados preocupantes, existem meios para corrigir esta trajetória, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network.
"Estas tendências mostram que é do interesse de cada país atuar sem esperar para ter êxito em um mundo com recursos cada vez mais limitados, aconteça o que acontecer no cenário mundial", indicou em um comunicado em referência à conferência da ONU sobre o clima de dezembro em Copenhague, onde é muito improvável que se consiga alcançar um acordo obrigatório para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Metade da laranja ou do limão?


"Se vc não encontrar sua metade da laranja,não desanime.Procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga, gelo e seja feliz!"

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Corajoso, surtado ou invejoso?

Existe uma passagem bíblica que diz que por natureza somos pecaminosos. De fato somos e por mais que tentemos levar uma vida correta, dento dos padrões bíblicos, sociais e morais, impossível não dar uma resvalada e sair um pouco do eixo. Sobre o que estou falando? Sobre sentimentos que boicotamos em nós, que estão ali, guardados e reprimidos porque a mãe não quer e o pai não deixa que a gente expresse. Sobre o que estou falando? Estou falando de inveja, raiva, indignação, ciúme e a lista inteira que vem acompanhada com eles.
Nós muitas vezes passamos a vida dizendo “amém” para todas as situações. Passam-nos para trás? Tudo bem, nosso dia um dia chega. O vizinho foi promovido mesmo sendo uma “porta” (incompetente), mas como tem um QI (quem indica) bacana foi promovido? Legal, eu vou vencer pelo meu próprio mérito. A pessoa que acreditávamos ser nosso amor eterno nos deixou e duas semanas depois já engatou um romance com outra? Sem problemas, todo mundo tem a tampa para a panela. Não é assim?
Estamos sempre tentando nos conformar, buscar justificativa para as “desgraças” (fui um pouco dramática eu sei), que acontecem conosco, mas com o tempo a pia entope, o saco enche e a paciência acaba e você????? Sim, você se cansa de ser passado para trás, de ver “portas” em cargos de chefia, de aceitar numa boa que o seu amor tem outra e desconsiderou totalmente o amor de vocês e você se cansa de se “auto conformar” e então você faz o que?
A) Vai na casa do vizinho e diz na cara dele que ele é uma porta e que mais dia menos dia o QI vai perder o posto e automaticamente ele também vai?
B) Se mete na relação do seu ex e dá um jeito de melar o lance dele?
C) Fica quieto no seu canto e apenas torce contra todos que de alguma forma atingem você?
Resultado. Se você respondeu A, você é muito corajoso, se você respondeu B, você é surtada, mas se você respondeu C, você é um ser humano como muitos que existem por aí, então, sinta-se feliz, desde que você não seja aquele invejoso doente, obcecado, que aponta só para os outros e deixa de viver. O invejo que se preocupa mais com o outro. Esse é “tan tan” também, mas se sua inveja tem limite e nenhuma maldade, você faz parte de um grande grupo e até pode se sentir uma pessoa “normal”.
Todos reprimimos sentimentos, pensamentos e vontades. Infelizmente não podemos falar tudo aquilo que pensamos então apenas sentimos. Claro que existem pessoas que não sentem inveja, raiva, enfim. São pessoas com um equilíbrio muito bacana, com poder de discernimento e bom senso mais apurado, mas se você sente inveja, não se conforma que todas as oportunidades cruzam em um único caminho, que todos “astros” (are baba), direcionam energias demais para um e de menos para outro, entenda que você não é o único nesse mundo que se sente assim e nem por isso deve se auto flagelar. O que você precisa observar em você mesmo é um sentimento chamado vingança. Esse não deve ser exercitado. Faz mal. Os vingativos morrem antes, são infelizes, amargos e não sabem que inveja atrapalha o caminho das pessoas, mas a vingança não abre porta nenhuma para si.
Exercitar o equilíbrio, buscar se conhecer melhor, exercitar a tranquilidade e o bom senso nos dá vida longa. Inveja, raiva, ódio, com pitadas de maldade afundam mais ainda. Não devemos ser moscas mortas, pessoas sem reação, boazinhas demais, que não expressem sinais de indignação diante da injustiça ou daquilo que nos magoam. Ser humano é isso. Falar o que pensa, mesmo que depois precise pedir desculpas. Ser humano é sentir coisas ruins, mas saber quando precisa parar e amadurecer. Ser humano é ter a capacidade de entender que nossos corações precisam estar sempre abertos, apesar dos pesares.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rubinho, um brasileiro como muitos

Desde que Airton Senna morreu, eu havia assistido duas ou três vezes uma corrida de Fórmula 1. Domingo, dia 18/10 resolvi assistir ao GP do Brasil. Queria ver se dessa vez Rubens Barrichello conseguia sair vitorioso e se tornar o novo orgulho dos brasileiros, estava ansiosa para ouvir o Galvão Bueno (apesar de achar ele meio chato), gritar “Ruuuuuubens Barrichello do Brasil” e de ver Felipe Massa dando a bandeira final ao companheiro brasileiro.
Confesso que na largada, quando Rubinho saiu na frente e andou, andou e andou, fez vários melhores tempos, senti uma felicidade muito grande por ele. Achei o máximo ele lá, na frente e todo aquele povo na arquibancada sem piscar e tantos outros em casa sem piscar também. Pensava o mesmo que muitos brasileiros pensam. “Hoje vai dar certo, hoje ele vai conseguir, hoje é a dia dele”. Não foi, mais uma vez.
Um dia depois da corrida, na segunda-feira li em algum lugar uma declaração dele: “Só minha família e Deus sabem o quanto eu luto, o quanto eu sou guerreiro”. Essa frase me fez ver o quanto ele e nós somos parecidos, afinal, muita gente luta e não tem oportunidade. Outros tantos têm oportunidades, mas sempre uma pedra surge no caminho, alguém nos puxa o tapete e algo dá errado. Essa é a semelhança entre nós e Rubinho. A diferença é que alguns de nós desistimos, ele não.
Nunca tinha visto Rubens Barrichello com os olhos que vejo hoje. Na verdade, eu era como muitos brasileiros, indiferentes a ele, as derrotas, vitórias e dificuldades dele. Mas hoje, depois de acompanhar o quanto ele batalhou para dar a volta por cima nesse ano, eu admito que tenho que respeitar ele e até esboço sinais de admiração.
Muitos sabem criticar, zombar de todas as “quase” vitórias dele e tripudiam sobre todas as derrotas. Somos assim com os outros também. Não só com o Rubinho, com o time concorrente. Agimos assim com nossos conhecidos. Torcemos contra pessoas que de alguma forma podem manchar nossa própria imagem ou atrapalhar algum plano nosso. O ser humano é assim. “Ri da desgraça alheia” sem ao menos se dar conta do quanto isso dói para o outro e que mais dia menos dia, podemos ser nós “a bola da vez”.
Para mim, Rubens Barrichello se tornou um dos grandes exemplos de dignidade. Corrijam-me se eu estiver errada, mas eu nunca li ou ouvi em lugar algum ele se declarar um derrotado ou ele esboçar sinais de frustração contra a própria carreira e dizer que vai desistir. Muitas pessoas desistem de seus sonhos; ele adia e a cada ano chega mais perto. Isso me leva crer que devemos ter um pouco de Rubens Barrichello dentro de nossos corações. Precisamos lutar, lutar e lutar. Não contra os outros, mas a favor de nós mesmos e para isso, seguir o exemplo dele pode ajudar. Deixar que falem de nós, zombem de nossos tombos, puxem nosso tapete. Nossa maior resposta deve ser como a dele. O trabalho digno, guerreiro e digno.
Não importa quantos Schumachers vão surgir no seu caminho. Quantos pneus vão furar, quantas batidas vão acontecer, o que importa é não tirar o pé do acelerador que existe em nossos corações.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Falei

Pessoal. Esse texto não é meu. É da Martha Medeiros, a qual eu devo minha inspiração.
Um dos melhores e mais verdadeiros textos que já li dela nos últimos tempos.


Falei
(Martha Medeiros)

Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso e, às vezes, também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento. Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira. Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai. Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não? E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente. A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo". Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.